Irmã Maria e Irmã Cecília, responsáveis pela coordenação da Instituição, descrevem sobre os projetos e o trabalho que vem sendo realizado
As Irmãs Maria e Cecília, junto com mais duas irmãs, são responsáveis pela organização dos trabalhos e da Secretaria de Educação e Ensino do Sagrado Coração. Segundo elas, a ONG projeta investimentos para maior autonomia e auto-suficiência do portador de deficiência. Em entrevista a Assessoria Direção, o tema comunicação esteve muito aberto as declarações em razão de ausências em alguns aspectos.
“Normalmente nos veículos de comunicação são poucas vezes que procuram a mídia. Mas sempre que nos grupos sociais que ajudam ou que o próprio Sagrado Coração ajuda, caso exista alguém que tenha esse tipo de contato e que possa proporcionar essa entrada na comunicação de massa, estarão sempre bem-vindos. Com artigos que informem eventos e a ajuda de um grupo piloto que coordena, todos na equipe elaboram todo o material. São mais ou menos 100 pessoas que contribuem para a realização do evento. Não existe uma classificação de pessoas ou categorias tipo A, B ou C, todos os voluntários que chegam até a instituição vão ser sempre bem aceitos e até convidados a dizer o que eles podem ajudar a partir do momento que estão entrando na ONG”. Disse Irmã Cecília.
O limite de idade para os projetos sociais desenvolvidos possui inicio aos três anos de idade, depois não existe mais limite de idade para as oficinas. Na parte da educação escolar, a ONG segue as normas da secretaria de ensino. Nas oficinas para uma maior ocupação das crianças no desenvolvimento das atividades metódicas, para que eles consigam se tornar autônomos na maior idade. Na parte terapêutica começa com menores de três anos que se interessam em praticar os exercícios, mesmo com idade inferior a escolar. Já ouve caso de pessoas de maior idade, como um aluno de 43 anos que vem para as oficinas, pois os pais não têm condições de deixá-lo sozinho em casa. O Sagrado Coração ajuda as famílias colocando uma ocupação dentro das oficinas para suas crianças, assim conseguindo manter uma rotina de trabalho normal.
Na parte da comunicação, a ONG já procurou diversos segmentos para uma possível divulgação de nossos trabalhos. “A mídia tem um preço muito alto, nós optamos em investir esse dinheiro em outras atividades para não renunciar a outros atendimentos. Com certeza se conseguimos através de pessoas e parceiros não recusaríamos fazer qualquer tipo de divulgação. Como congregação tem uma revista a nível internacional que é chamada LAVOCHE que vem na língua italiana e não tem tradução para o português, temos também outra revista que é feita no Brasil, de outra congregação chamada São José onde também divulgamos nossos trabalhos e contamos nossos projetos sociais” – Segundo Irmã Cecília. Nesta casa especificamente, trabalham com a FUNCARD para investimentos de projetos sociais que são apenas para crianças até dezessete anos. Para poder contemplar esses projetos e terapias, a instituição possui patrocínio com a Volkswagen do Brasil. Além do site, a ONG também faz divulgações através de pessoas conhecidas no jornal Gazeta da Zona Norte e nas igrejas, por meio de panfletos e folders para adquirir novos amigos para a obra. “Cada vez mais que aprendemos novas técnicas tentamos nos inserir mais, até porque essa é uma possibilidade de arrecadar fundos para a ONG”- Comenta a Irmã.
Em relação aos doadores, o Sagrado Coração possui cerca de 80 a 100 voluntários fixos, que ajudam com uma verba mensal. Porem, a instituição deseja ampliar esse numero para melhorar o trabalho e o atendimento. A ONG sempre busca por doadores pela indicação de alguém que esteja envolvido no trabalho. “Existem doadores que nos procuram para dar sua contribuição espontaneamente, e procuramos manter um contato com o doador para uma possível doação futura”. – Completa Irmã Cecília.
Uma das dificuldades da Instituição aconteceu no ano passado. Devido às mudanças no código de atendimento e prestação de serviços junto à prefeitura, ficaram três messes sem atividade, com todos os contratos interrompidos. Passaram grandes dificuldades para manter a instituição. Todos os pagamentos de terapias foram suspensos. Ficaram mais de um ano sem atendimento. Quando voltaram às atividades, um dos grandes desafios era de encontrar parceiros, até que neste ano, a Volkswagen do Brasil abriu as portas e ofereceu apoio.


















